Ágatha – Que espécie de democracia é essa?

‪Camila Santos. Mãe. Moradora do Complexo do Alemão. Subiu conosco o Corcovado para lembrar à sociedade e ao poder público que somente este ano cinco crianças foram mortas por bala perdida no Rio de Janeiro. ‬

‪Todas moradoras de comunidade pobre. Que espécie de democracia é essa?‬

Rio de Paz: “A sociedade precisa dar um basta a essa carnificina”

A contagem de vítimas de balas perdidas no Rio, resultante da política de confronto do governo estadual, não dá trégua. A vítima Ágatha de oito anos foi vitima, no Complexo do Alemão. Essas mortes não podem ser tratadas como mero efeito colateral do combate ao crime. A sociedade precisa dar um basta a essa carnificina.

Desde 2007 lutando pela redução dos homicídios no Rio e no Brasil, a ONG Rio de Paz levanta um clamor que detenha essa política de confronto do governo do estado que, sob o pretexto de enfrentar o crime organizado, tem tirado a vida de inocentes. A captura de criminoso algum vale a vida de um inocente.

O que o Rio de Paz tem defendido e o governo precisa atentar é que o combate ao crime depende de um conjunto de ações e não do confronto armado sem qualquer critério. O uso da força pelo estado depende também de uma política pública de policiamento que contemple principalmente os cidadãos de bem, com o emprego de mais operações de inteligência do que operações de guerra não convencional.

Outro aspecto negativo dessa política de confronto é o esvaziamento econômico do Rio, que ainda enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história. Em resumo: mais tiros, menos vidas e menor desenvolvimento econômico.

O Rio de Paz, filiado ao Departamento de Informação Pública da ONU, realizou uma manifestação pública no dia 23/9, no Aterro do Flamengo

Voluntários instalaram 60 cartazes, fixados em cruzes brancas, que ocuparão 600 metros da pista, alusivos às 60 crianças (0-14) mortas por bala perdida no Rio de Janeiro entre 2007 e 2019.

A manifestação têm como objetivo cobrar do poder público medidas céleres, objetivas, mensuráveis e tornadas públicas capazes de diminuir tanto a morte de morador quanto a morte de policiais nas operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro.

“Nenhuma ação isolada dá conta dos problemas que o Rio de Janeiro enfrenta na segurança pública. O Estado carece de um pacote de medidas, que tenha como meta combater as mais diferentes causas que, historicamente, estão por trás das mortes de moradores de favela e policiais. A começar pela implementação de políticas públicas nas comunidades pobres, reforma da polícia e fim da guerra às drogas.

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