Protesto permanente

No dia 26 de dezembro de 2019 atualizamos a instalação permanente em memória das vítimas de homicídio no Rio de Janeiro.

Botamos as placas alusivas às crianças mortas por bala perdida no Rio de Janeiro em 2019.

Fixamos uma nova bicicleta preta no exato local onde foi esfaqueado e morto o médico Jaime Gold. A anterior foi furtada.

Dado importante. Várias pessoas que caminhavam pela Lagoa demonstraram gratidão pelo nosso trabalho.

Que nenhuma autoridade pública espere silêncio de nossa parte. Não compactuaremos com a barbárie.

Rio de Paz
Direitos humanos não têm lado.

Natal do Mandela

BRINQUEDOS EM COPACABANA PARA O MANDELA

No dia 22/12/2019 o Rio de Paz coletou centenas de brinquedos na praia de Copacabana para as crianças das comunidades do Jacarezinho e do Mandela, uma das favelas de mais baixo IDH do Rio de Janeiro.

A entrega foi realizada no dia 23, antecipando o Natal das Crianças do Mandela e Jacarezinho, aproximadamente 350 brinquedos foram entregues.

A distribuição de brinquedos teve um duplo objetivo: tornar mais feliz o Natal de meninos e meninas moradores de favela e estreitar a relação entre esses dois mundos a partir da expressão de solidariedade da parte mais favorecida do Rio de Janeiro

AI-5 NUNCA MAIS

RIO DE PAZ LEVOU A COPACABANA 21 PAUS-DE-ARARA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Ato foi realizado no dia internacional dos direitos humanos – 10 de dezembro. A ONG levou para a areia 21 paus-de-arara, em lembrança de torturas realizadas no período do governo militar. O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Artigo V “Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – Adotada pela Assembleia Geral da ONU no dia 10 de Dezembro de 1948

Cinquenta e quatro anos separam a estudante Paula Montenegro, 17 anos, da data de promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que faz nesta terça-feira 71 anos.

Mas isso não impediu a jovem de se emocionar e chorar durante o protesto da ONG Rio de Paz, em uma manhã de terça-feira, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, do qual participa como voluntária.

No local, em comemoração ao aniversário do documento, foram instalados 21 paus-de-arara simbolizando os 21 anos de ditadura no Brasil. Filiado ao Centro de Informação da ONU (Unic), a ONG Rio de Paz tem lutado pela redução de homicídios no Brasil desde 2007.

A ação aconteceu no momento em que ocorrem manifestações saudosistas da ditadura militar e até de apoio ao extinto Ato Institucional número 5, o AI-5, o mais duro de todos os Atos Institucionais impostos pela ditadura, que resultou na perda e suspensão das garantias constitucionais.

“A gente sente o que aconteceu. Ter que colocar minha melhor amiga no pau de arara (durante o protesto) foi horrível. Infelizmente, a gente ainda tem que lutar contra a ditadura porque tem gente que acha isso certo. O que o país viveu foi ditadura, não revolução como muitos defendem. Estamos representando as famílias dos desaparecidos desse periodo”, disse Paula, muito emocionada.

Pela primeira vez participando de uma manifestação da ONG Rio de Paz, a estudante Marie Maitre, de 15 anos, foi
pendurada no pau-de-arara. “Ficamos poucos minutos, mas pensei nas pessoas que ficaram por horas. A sensação é indescritível. A gente tem que ter q consciência do que aconteceu e lutar pela democracia”, conta ela que acompanha o trabalho da ONG.

Presidente da Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, destaca a participação dos jovens no protesto. “Eles não viveram o período da ditadura, que roubou 21 anos da minha vida. Esses jovens têm q consciência cívica de não deixar que isso aconteça na geração deles”, disse Antonio.

“Temos autoridades falando na volta do AI-5. Não aceitaremos um retrocesso histórico. O AI-5 é uma ameaça, um ataque às nossas garantias constitucionais”, finalizou.

A manifestação mobilizou personalidades e formadores de opinião, que enviaram ao Rio de Paz depoimentos e vídeos em defesa da democracia. Acompanhe no Facebook do Rio de Paz.

Ágatha – Que espécie de democracia é essa?

Ágatha – Que espécie de democracia é essa?

‪Camila Santos. Mãe. Moradora do Complexo do Alemão. Subiu conosco o Corcovado para lembrar à sociedade e ao poder público que somente este ano cinco crianças foram mortas por bala perdida no Rio de Janeiro. ‬

‪Todas moradoras de comunidade pobre. Que espécie de democracia é essa?‬

Rio de Paz: “A sociedade precisa dar um basta a essa carnificina”

A contagem de vítimas de balas perdidas no Rio, resultante da política de confronto do governo estadual, não dá trégua. A vítima Ágatha de oito anos foi vitima, no Complexo do Alemão. Essas mortes não podem ser tratadas como mero efeito colateral do combate ao crime. A sociedade precisa dar um basta a essa carnificina.

Desde 2007 lutando pela redução dos homicídios no Rio e no Brasil, a ONG Rio de Paz levanta um clamor que detenha essa política de confronto do governo do estado que, sob o pretexto de enfrentar o crime organizado, tem tirado a vida de inocentes. A captura de criminoso algum vale a vida de um inocente.

O que o Rio de Paz tem defendido e o governo precisa atentar é que o combate ao crime depende de um conjunto de ações e não do confronto armado sem qualquer critério. O uso da força pelo estado depende também de uma política pública de policiamento que contemple principalmente os cidadãos de bem, com o emprego de mais operações de inteligência do que operações de guerra não convencional.

Outro aspecto negativo dessa política de confronto é o esvaziamento econômico do Rio, que ainda enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história. Em resumo: mais tiros, menos vidas e menor desenvolvimento econômico.

O Rio de Paz, filiado ao Departamento de Informação Pública da ONU, realizou uma manifestação pública no dia 23/9, no Aterro do Flamengo

Voluntários instalaram 60 cartazes, fixados em cruzes brancas, que ocuparão 600 metros da pista, alusivos às 60 crianças (0-14) mortas por bala perdida no Rio de Janeiro entre 2007 e 2019.

A manifestação têm como objetivo cobrar do poder público medidas céleres, objetivas, mensuráveis e tornadas públicas capazes de diminuir tanto a morte de morador quanto a morte de policiais nas operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro.

“Nenhuma ação isolada dá conta dos problemas que o Rio de Janeiro enfrenta na segurança pública. O Estado carece de um pacote de medidas, que tenha como meta combater as mais diferentes causas que, historicamente, estão por trás das mortes de moradores de favela e policiais. A começar pela implementação de políticas públicas nas comunidades pobres, reforma da polícia e fim da guerra às drogas.

81 tiros

81 tiros

O Rio de Paz, filiado ao DPI da ONU, realizou uma manifestação pública no dia 10/04/2019 na Estrada do Camboatá, ao lado do Piscinão de Deodoro, em Guadalupe em razão dos 81 tiros disparados contra uma família.

Moradores da Comunidade do Muquiço portaram 80 bandeiras do Brasil furadas, simbolizando os tiros que foram desferidos por militares da 1ª Divisão de Exército da Vila Militar na direção de um automóvel que passava, na tarde do último domingo, dia 7 de abril, pelo local no qual será realizado o ato público. Em razão dessa ação, veio a morrer o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos. Os familiares que se encontravam no carro ficaram em estado de choque.

O Rio de Paz pediu que toda a sociedade exija das autoridades, sobretudo as que estão sob o comando do Ministério da Defesa, todo rigor na apuração dos fatos.

“O Ministério da Defesa precisa dar à sociedade garantias de que os militares em atividade nas ruas de qualquer cidade brasileira devem comprovar capacitação necessária para tal e transparência nos protocolos de atuação na segurança pública. Na apuração, é preciso também que a cadeia de comando seja responsabilizada pelo episódio, e não apenas aqueles militares que acionaram o gatilho. Por último, mas não menos importante, a União deve ser cobrada pelo Ministério Público Federal para providenciar indenização para parentes das vítimas, antes mesmo de conclusão de eventuais processos”, afirmou Antônio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz.

2 anos sem Maria Eduarda

2 anos sem Maria Eduarda

O Rio de Paz, filiado ao DPI da ONU, realizou uma manifestação pública no dia 20/03/2019 no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O protesto visou cobrar do Governo do Estado do Rio de Janeiro pagamento de indenização à família da menina Maria Eduarda, de apenas 13 anos, que foi morta por bala perdida no dia 30/3/17, na Escola Pública Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, em Acari, numa ação da Polícia Militar. 

Familiares da Maria Eduarda, alunos da escola na qual estudava e parentes de outras crianças também mortas por bala perdida estiveram presentes no ato público. 

O protesto foi realizado a pedido de parentes da Maria Eduarda, que esperam ser recebidos pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro. 

Os manifestantes portaram pertences da Maria Eduarda e uma bandeira do Brasil com 54 furos, que simboliza o ataque que essas mortes representam aos valores democráticos que nos são mais caros.

A manifestação teve a duração de uma hora, ao término da qual um minuto de silêncio foi feito em memória das 54 crianças (0-14) mortas por bala perdida entre 2007 e 2019, no Estado do Rio de Janeiro. 

“A face mais hedionda da criminalidade é a morte de crianças vítimas de bala perdida. O Governo do Estado do Rio de Janeiro tem a obrigação de evitar que essas mortes se repitam, fazer justiça a essas famílias enlutadas e dar resposta a uma sociedade cansada de ver a interrupção da vida de tantos inocentes”.

1 ano da morte de Marielle

1 ano da morte de Marielle

O Rio de Paz, filiado ao Departamento de Informação Pública da ONU, realizou no dia 13/03/2019, na Cinelândia, um ato público em repúdio ao não esclarecimento dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos no dia 14/3/18, na cidade do Rio de Janeiro. 

A manifestação visou cobrar do poder público a punição dos mentores e executores de ambos os crimes e o aumento da taxa de elucidação da autoria de homicídio no Brasil. 

Uma cela vazia foi posta na frente da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, simbolizando a impunidade. A voluntária Thaís Ferreira, enfermeira, de 25 anos, fez a lavagem, com tinta vermelha, do chão da Cinelândia, retratando a interminável luta pela punição dos homicidas e redução dos crimes contra a vida no Brasil. Cena que se repetiu a cada meia hora até ao meio-dia. 

“A não elucidação da autoria dos homicídios no Brasil é uma das principais causas do assassinato anual de mais de 60 mil brasileiros. Quem manda matar e quem mata sabem que não serão punidos”.

Antônio Carlos Costa
Fundador da ONG Rio de Paz